Será que não existe um outro modelo?
1. Nós esperamos que as adolescentes repudiem, ponham de lado
seus desejos instintivos e curiosidades enquanto as bombardeamos com imagens que
mostram que luxúria é a maior virtude. Suas mentes erotisadas viajam em todas as
direções, e assim elas desejam o prazer instantâneo em tempo real. Atualmente
não queremos sofrer privações: “quero tudo, eu mereço”
2. Nós perdemos a consciência da forma como a nossa cultura rebaixa as mulheres.
Sexo em grupo, sexo casual se transformaram num esporte. Mesmo praticar sexo
oral de forma promíscua é “super normal”, algo para depois você poder se
vangloriar.
3. Basta uma garota ser voluptuosa para isto ser confundido com poderosa.Mas
isto é mais uma paródia do poder sexual das mulheres do que uma expressão dele.
O exagero leva a desvalorização. O costume de não se envergonhar mais diante de
coisa alguma tornou-se geral.
4. Em matéria de sexualidade, não se trata mais de contrapor o
permitido e o proibido, o moral e o imoral: isso é certo, aquilo é errado, isto
faz bem, aquilo faz mal, isto traz felicidade, aquilo traz confusão.
A partir do momento que o sexo passou a ser comercializado como um produto pela
mídia, aquela diferença que havia no passado entre prazeres permitidos ou
proibidos, desejos satisfeitos ou frustrados, volúpia acessível ou fora de
alcance, praticamente desapareceu.
O melhor modelo parece ser daquelas mulheres que sentem maior prazer de verdade
e não as que fazem dele uma pura encenação, juntando sua capacidade de sentir
prazer com a capacidade de estar em contato consigo mesma e com o outro e de
exprimir seus sentimentos sexuais.
(Loção americana: “Toque-me e daí tente ir embora”).
A prostituição hoje é um produto cultural tóxico, porque
mulheres não são bonecas descartáveis e as prostitutas não são sexualmente
desinibidas, mas sim sexualmente machucadas e tiveram o grande infortúnio de
terem sofrido incontáveis retraumatismos.
Nada é mais erótico do que prometer e romper: culpa mais excitação
O que queremos é que eles formem relacionamentos e não se fragmentem se
satisfazendo com pedaços de uma mulher ou de um homem
Nos Estados Unidos, durante a administração do presidente
George Bush, uma verba de US$ 168.00 milhões de dólares foi destinada, durante o
ano de 2005 a três programas federais de educação sexual para ensinar os jovens
a dizer NÃO ao sexo.
No total os Estado Unidos, gastaram nos últimos 10 anos, (desde 1996) quase US$1
bilhão de dólares para ensinar a abstinência sexual. Isto fez com que 85% das
escolas públicas tentassem por todos os meios persuadir os jovens a permanecerem
virgens até o casamento (“nunca, nunca tirar a calcinha”). Estes programas
educativos eram obrigados a pregar que a contracepção era ineficiente ou
simplesmente se abstinham de falar nela.
Esta proposta de abstinência total tem a desvantagem de não ser realista.
Oitenta porcento dos americanos hoje se tornam sexualmente ativos durante a
adolescência, dos 13 aos 19 anos. A grande maioria sem ter a mínima idéia de
como se protegerem contra as DST/s, a gravidez indesejada, entre tantas outras
coisas. Além do mais vem o sexo como uma performance e tem uma imensa
dificuldade para perceberem seus sentimentos sexuais.
Livros
Amar é Preciso – Os caminhos para uma vida a dois
Maria Helena Matarazzo - Editora Record
Nós Dois – As várias formas de amar
Maria Helena Matarazzo – Editora Record
Encontros, Desencontros, Reencontros
Maria Helena Matarazzo - Editora Record
Sexo Prazeres e Riscos - Antonio Carlos Egypto - Editora Saraiva
Adolescentes: Quem Ama Educa – Içami Tiba – Editora Integrare
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